Trabalho de História: Diário de D. Pedro II

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Oi, eu sou o Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, mas sou conhecido mais como D. Pedro II, estou atoa aqui em minha sala agora e resolvi escrever algo para passar o tédio.
Quando mais novo eu me dediquei bastante aos estudos com a orientação de D. Maria Carlota de Verna Magalhães e tive mestres incríveis e mergulhei em português, latim, francês, alemão, ciências naturais, música, pintura, esgrima e equitação.
Nasci no dia 02 de dezembro de 1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Filho de D. Pedro I e da Imperatriz D.Maria Leopoldina da Áustria, fiquei órfão de mãe com apenas um ano de idade e com nove anos perdi também meu pai. Eu era o sétimo filho, mas me tornei o herdeiro do trono brasileiro, com a morte de meus irmãos mais velhos.
No dia 7 de abril de 1831, quando meu pai abdica do trono, me torno o Imperador com apenas seis anos de idade. Até assumir de fato a coroa, o Brasil é administrado por uma regência trina e depois una, de abril de 1831 até 1837.
Um de meus mestres, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência nas minhas atitudes sendo elas resolutasem meus apenas 15 anos.
Diversas rebeliões foram formadas nos anos do Brasil Regência, a única forma de retomar a ordem seria me declarar a maioridade, antes do tempo. Com apenas 15 anos, no dia 2 de dezembro de 1840, dia do meu aniversário, foi decretada oficialmente a
minha maioridade e fui aclamado pelo povo.
No dia 30 de maio do ano de 1843, me casei com D. Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco II, Duque da Calábria. Passado algum tempo, aprendi a conhecer as qualidades de D. Tereza Cristina. Fui pai de quatro filhos, mas só sobreviveram, as princesas Isabel e Leopoldina.
No início de meu governo fiz viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas. Interessado pelas letras e pelas artes, mantive correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Deixei vasto acervo de cartas, registros jornalísticos e meus cadernos de anotações de meu próprio punho.
Tirando os dias de gala, a vida na corte era calma, modesta e patriarcal. As portas do Palácio Isabel, hoje Palácio Guanabara, Rio de Janeiro, eram aberta quatro vezes por ano, ao corpo diplomático e à nobreza que povoavam os brilhantes salões da Capital do Império.
Viajei por quase todo o Brasil, e por vários países, entre eles os Estados Unidos, O Egito, a Rússia, e a Grécia. O objetivo era trazer as inovações tecnológicas que surgiam lá fora.
Em 1842, apoiado pelo partido Conservador, criei o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais.ntornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permiti a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período.
Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras.
Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendi os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o meu poder, o poder real. Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia.
Na minha última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitei a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, fui acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneci em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888). Em minha ausência, minha filha, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político.
Já enfraquecido o império, foi proclamada a República no dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o meu império sofreu grande abalo. Fui prisioneiro do paço da Cidade, para onde vim, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano.
O governo provisório me deu 24 horas para deixar o país, e assim, deixei o país e fui com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 de dezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Estou vivendo então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assisti a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências.
Estou com pneumonia e muito mal, preciso descansar.

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